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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Os Causo de Dois Morro - A verdadeira história do Menino Jesus


A despropósito de Natar, pôca gente sabe mas na verdade o tar de Menino Jesus nasceu mesmo em dois Morro. Não se chamava-se exatamente Jesus mas na verdade Jesuíno. Jesus foi apelido que os ôtros menino botaro anos dispois no coléjo, mas isso não tem desimportância: o qui importa é que é doismorense de nascimento e lavradura.
Pois é!
Naquelas época de muito coronelismo romano, o Coroné Herodes da provinciazinha de Nova Belenzinho, ali logo do lado de Dois Morro, ficô sabendo dum disse-me-disse que um tar de Gabrier andava espaiando ia nascê uma criança que ia de sê o Sarvador. Achô já que isso de Saravadô era coisa de reforma agrárica, ortográfica, pornográfica e mandou os home dele atrás de tudo que fosse casar que tivesse cria pra nascê nos dia dali seguido. Mas o peór é que não era nada diss'que o coroné tava pensando: era mais que o guri que ia rebentá era cria do seu Zé Sarvadô e da Dona Maria Sarvadô, antonce que de todos jeito só podia sê um Sarvadô, oressa! Mas ele não quis nem sabê e fez e aconteceu com as famía dos recém-nascido.
O seu Zé e a Dona Maria que num ero bôbo nem nada, dexaro caí a noitinha e se bandearo lá pra Dois Morro, lá por perto das meia-notche do dia 24 de  dezembro a Dona Maria Sarvadô começô a sentí as dor. Tivero que parar num garpão, num celêro ou argo assim, no arto do morro da direita e foi ali que nasceu o Jesuíno Sarvadô. Piá bonito que nem um tordilho, gordo que nem um leitão.
Dali a pouco dispois do parimento chegô uns moço que já tavo meio "alterado"por caus'duns tochico que tinho usado, e que vinho com umas conversa que tinho seguido uma estrela que mostrou pra eles onde ia nascê um tar de Messia e biriribororó. O seu Zé não gostô dessas história de Messia e disse que já tinha decidido que o nome ia sê Jesuíno e que era assunto encerrado. Um dos moço tentô se explicá dizendo, "Quê isso, magro? A gente não tá querendo mudar o nome do teu guri! Fica na boa, magro!". E de tanto magro pra lá, magro prá cá (e como parecío meio afrescalhado os trêis), ficaro conhecido dispois como os Três Gays Magro.
Só sei que os magrão trussero uns presente meio esquisito: um deles, tá bom, até trôsse ôro. Ôpa!, ôro ninguém dejeita. Mas, agora, os ôtro fôro inventá de dá pro seu Zé incenso e mirra. Pra quê???
O seu Zé largô-lhes os cachôrro:
- Vai acendê esse palito fedorento na casa da tua mãe e tu vai dá mijo pra putaquitipariu!
E não adiantô nem o magrão tentá explicá:
- É mirra, magro, é mirra.
Foro enxotado a coice do celêro do Jesuíno.

postado por Chico Lorotta

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