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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Madonna, show de constrangimentos




Vi no filme "Na Cama com Madonna" o trechos da turnê Blonde Ambition e fiquei fascinado. Quis ver aquilo! No entanto a turnê seguinte, que acabou passando pelo Brasil, foi a Girlie Show, que apesar de não ser tão boa quanto a anterior, de não ter os figurinos do Gaultier nem a performance libidinosa de "Like a Virgin" foi um belo espetáculo e me proporcionou boas surpresas.
Anos depois resolvi ir ver novamente a Madonna ao vivo pelo mero fato de ser a Madonna. Sabia já que o álbum "Hard Candy" era um horror porém guardava a expectativa de que o SHOW, o ESPETÁCULO, o TUDO, valesse a pena.
Olha, foi um CIRCO DO LAMENTÁVEL. A começar pela chegada, entrada, acesso. Pra começar não divulgaram a hora de abertura dos portões (porque provavelmente ninguém, lá, tinha muita certeza, mesmo) e eu imaginando que para um show com todos os ingressos vendidos a meses, com gente dormindo na fila pra entrar, os portões fossem abertos pela manhã, talvez com boa vontade, às duas ou três da tarde. Não! Chego às 16:40 para um show que está previsto para as 20h, as filas serpenteiam o Maracanã e os portões ainda não estão abertos. A notícia era de que abririam às 17 e no entanto só abrem mesmo às 17:40. OK! Só que quando abrem, a fila não anda pelo mero fato de que ela tinha tantas voltas que criava vários pontos de "furo" e não havia sequer um cidadão de organização do evento pra orientar, ordenar a fila ou no mínimo se fazer presente para intimidar os bicões.
Cara, muita SORTE não ter havido um grande tumulto. Fosse pela pressa de entrada, uma vez que o tempo passava, a hora do evento se aproximava e nada do pessoal entrar, fosse pela desordem das filas e a irritação crescente.
Tá bem. Superado isso vem a espera pro show. Normal, nada demais e o show só começa com meia-hora de atraso (plenamente aceitável) só que debaixo de um 'caldo' que resolveu cair bem na hora do show.
Aí começam os micos do show em si: Madonna com 'medo' da chuva não sai de baixo da parte principal do palco durante toda a primeira música e parte da segunda, enquanto uns enxugadores ficam passando insistentemente panos na passarela do palco. Simplesmente ridículo!
E quando a loira resolve ir até a ponta da passarela, guitarra em punho, vai salvaguradada por um guarda-chuveiro. Isso mesmo. Um cidadão parado como um dois-de-paus atrás dela com um guarda-chuva. Nunca vi disso num show mesmo que estivesse caindo o mundo! Pior que isso mesmo só o tombo que a 'material girl' levou na tal da passarela molhada, com o segurança correndo imediata e inutilmente para socorrê-la.
Além desses maus momentos, por assim dizer, o show foi fraco. Não sei porque tive esperança que algumas faixas ruins crescessem ao vivo. Não, não aconteceu nem poderia. As músicas do último disco são piores do que as da Cristina Aguilera.
Eu e Rosana no Maraca.
Os figurinos que normalmente são destaque nos espetáculos da blondie, estavam pouquíssimo elaborados e os cenários, se é que se pode chamar um conjunto de telões de cenário, eram pouquíssimo inspirados. Se bem que os telões do palco até que funcionaram bem na nova "Here comes the Rain Again" onde os efeitos de água ficaram muito bons e impressionantes, causando um excelente espetáculo visual e também deram sua contribuição em "She's not Me" que soou como uma despedida com Madonna renegando todas as imagens do seu passado, com bailarinas caracterizando suas fases no palco e com o telão passando todas suas antigas facetas.
Musicalmente destaque para a ótima versão pesadinha de "Borderline", que é uma música que não gosto originalmente, mas que cheia de guitarras e de ímpeto, ganhou outra cara. E também para a imortal "Vogue" que já foi executada de várias maneiras e desta vez sobreviveu ilesa a uma mistura com o novo hit "4 Minutes".
No mais, "Ray of Light" e principalmente "Like a Prayer" foram as que levantaram a galera, mas pra completar o festival de constrangimentos, o show fecha com a péssima "Give it 2 Me" na qual a rainha do pop resolve oferecer o microfone ao público mesmo com a canção sendo executada em playback. O resultado é a voz do público com voz de Madonna.
Lamentável!


Cly Reis

Um comentário:

  1. É por estas e outras que eu prefiro a Madonna dos anos 80/90...........
    Abraços

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