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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

"Madagascar 2 - A Grande Escapada", de Tom McGrath e Erc Darnell (2008)



Assisti na semana passada a "Madagascar 2" com uma boa expectativa gerada pela surpreendente qualidade do primeiro.
Saí meio decepcionado.
Vale como entretenimento e meramente por isso. Ele não acrescenta qause nada ao primeiro e por isso acaba não justificando sua existência.
Ora, sabemos o porquê da sua existência: As cifras astronômicas geradas pelo original. Cifras estas que vão se repetindo e superando, mas que creio, em grande parte, por espectadores como eu que acharam naquela história infantil do primeiro, algo mais que um filme só PARA CRIANÇAS.
Neste segundo, percebendo que o original foi atingiu um público além do que os idealizadores imaginavam, focaram a seqüência também nesta fatia de público e aí se perderam um pouco.
Não fica inocente e primário o suficiente para ser infantil, não chega a ser adolescente e fica abaixo de qualquer exigência para um público adulto, no que diz respeito à história, personagens , roteiro, etc.
Essa confusão de público-alvo gera até algumas situações embaraçosas quanto ao "politicamente correto" (e aí não falo só em relação às crianças), como por exemplo nas partes em que o leão Alex tem uma briga com a velhinha da estação do primeiro filme (que aparece sem propósito neste outro) e BATE nesta senhora. É lógico que o bicho perde a briga mas não me parece muito adequado como exemplo, lição ou postura, mostrar que um personagem carismático da história bata deliberadamente numa senhora idosa. Em outra os pingüins organizados e malandros que agem em grupo, e que também ganham mais destaque do que mereciam na seqüência, simulam um acidente para ROUBAR turistas e também jogam a velha de um carro em movimento. E ainda em outra situação os turistas novaiorquinos já refeitos e organizados no meio da floresta capturam o leão e planejam comê-lo. Matar um animal de uma reserva e comê-lo? Peraí um pouquinho! Que que é isso?
Fraco e além disso, excessivamente politicamente incorreto.

Cly Reis

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