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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

"U23D", de Catherine Owens e Mark Pellington (2008)



Olha, perdi minha paciência com o U2 já faz algum tempo. Mais precisamente desde o Achtung Baby, um disco pop no pior sentido da expressão, fraquíssimo com uma banda que tinha perdido sua identidade. Desde então, salvo o discaço Zooropa, levado nas costas por Brian Eno, que sempre produziu as melhores coisas da banda, não fizeram nada que relamente valesse algum entusiasmo. Depois de virarem umas caricaturas de si próprios resolveram retomar um caminho que tinham renegado quando, segundo o próprio Bono, não queriam ser salvadores do mundo. Resultado: uma banda que é o retrato da demagogia.

Já tinha visto pela TV o show de São Paulo da turne Vertigo, com direito a Katilce subindo no palco e tudo mais já sabendo que não podia esperar grande coisa do show em si. Fui então ver o "U23D" mais por causa do tal 3D.

Cara, e não é que valeu a pena!

A sensação de um show de rock, com imagens extremamente bem estudadas e captadas com primor, com este tipo de tecnologia e recurso, é simplesmente fantástica.

É logico, que tem que se gostar minimamente da banda pra curtir o que se está assistindo e apesar da minhas restrições, curto muito as músicas mais antigas que acabam salvando um repertório de altos e baixos. Acaba enchendo o saco, um pouco, aquela baboseira de "bom moço" do Bono. Blá, blá, blá, direitos humanos, a guerra, a igualdade, quando na verdade só tá preocupado em encher as burras de dinheiro.

Mas enquanto filme, tudo isso é compensado pela clima de estar praticamente na primeira fila, praticamente no palco, com a sensação de se poder tocar nas cordas do baixo do The Edge ou do Clayton, bater nos pratos do Mullen Jr., ou abraçar o Bono, ou talvez esfaqueá-lo...


Cly Reis

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